Segunda Pet

Publicado 17 de outubro de 2012 por maolimpio

Faz tempo que não comento sobre a segunda pet, hoje resolvi falar sobre um animal um pouco maior dos que eu venho falando que é o cavalo lusitano.

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O CAVALO LUSITANO NO BRASIL

Os primeiros cavalos Puro Sangue Lusitanos (PSL) foram introduzidos no Brasil pelos colonizadores portugueses por volta do ano 1541. Eram mestiços de garranos e poneis galegos trazidos do norte de Portugal e dos Sorraios do Sul.

Depois disto, por um longo período, nada mais se registrou sobre estes cavalos. No entanto, a história começou a mudar a partir de 1808 com a chegada dos tradicionais cavalos selecionados na Real Coudelaria de Alter. Foram trazidos pelo Príncipe Regente D. João VI e pela Família Real, que se transferiram para o Brasil devido às invasões Napoleônicas na Península Ibérica.

Em 1821, D. João VI presenteou Gabriel Francisco Junqueira, o barão de Alfenas, com o garanhão Sublime, que passou a ser usado juntamente com outros reprodutores Lusitanos no cruzamento com éguas nativas, originando-se destes cruzamentos a base das raças brasileiras, entre eles o Mangalarga e Campolina, selecionadas no sul de Minas Gerais, mais precisamente na região de Campanha, o Pantaneiro e o Nordestino, entre outras raças.

Com a Independência e conseqüente separação do Brasil de Portugal, a criação do cavalo ibérico procedente de Portugal foi extinta, sendo substituída, a partir de então, pelas raças brasileiras que se originaram destes animais.

Meio século depois da chegada dos animais da Família Real, foram registradas outras tentativas de re-introdução do cavalo Lusitano no Brasil, no entanto, sem sucesso.

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Em 1972, Antonio de Toledo Mendes Pereira, o Toni Pereira, tradicional criador de cavalos Árabes na época e um dos mais respeitados nomes da equinocultura nacional, importou da Coudelaria Nacional de Portugal o garanhão Broquel, e quatro éguas, entre elas a reprodutora Dinâmica, que chegou com o potrinho “batizado” de Orjavo. Levados para exposições agropecuárias, estes animais começaram a ser conhecidos no País.

Em 1974, Enio Monte importou o garanhão Hafiz, preto, linhagem Veiga, da Coudelaria Ortigão Costa, e a égua Hortência, tordilha dos campos de Duarte Oliveira, com a potra ao pé Rapioca, também selecionadas por José Monteiro.

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No dia 1º de dezembro de 1975, brasileiros entusiastas da raça e capitaneados por Toni Pereira, fundaram a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Andaluz. Reconhecida pelo Ministério da Agricultura, a entidade instituiu o Stud Book brasileiro, mantendo o registro genealógico das raças Lusitana e Espanhola (conhecidos como Andaluz) e de seus cruzados.

Em 1991 o Brasil celebrou um Protocolo de Reciprocidade com a APSL – Associação Portuguesa dos Criadores do Puro Sangue Lusitano -, possibilitando que todos os PSL registrados no Brasil também sejam registrados no Stud Book português e em todos os países que possuem convênio análogo com Portugal. O intercâmbio possibilitou, ainda, a mudança de nome da entidade para Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano.

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Esperam que gostam

Beijos :D

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